sábado, 26 de maio de 2012

A formiga boladona


Eis uma história que me chegou pela Internet. Apesar de 'politicamente incorreta', é verdadeira!


Era uma vez, uma formiguinha e uma cigarra muito amigas. 
Durante todo o outono, a formiguinha trabalhou sem parar, armazenando comida para o período de inverno. Não aproveitou nada do sol, da brisa suave do fim da tarde e nem o bate-papo com os amigos ao final do trabalho tomando uma cervejinha gelada. 
Seu nome era 'Trabalho' e seu sobrenome era 'Sempre'. 

Enquanto isso, a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade; não desperdiçou nem um minuto sequer. 
Cantou durante todo o outono, dançou, aproveitou o sol, curtiu prá valer sem se preocupar com o inverno que estava por vir. Então, passados alguns dias, começou a esfriar. Era o inverno que estava começando. 

A formiguinha, exausta de tanto trabalhar, entrou para a sua singela e aconchegante toca, repleta de comida. Mas alguém chamava por seu nome, do lado de fora da toca. Quando abriu a porta para ver quem era, ficou surpresa com o que viu: Sua amiga cigarra estava dentro de uma Ferrari amarela com um aconchegante casaco de vison. 

A cigarra cumprimentou a formiguinha: 
- Olá, amiga, vou passar o inverno em Paris. 
- Será que você poderia cuidar da minha toca? 
A formiguinha respondeu: 
- Claro, sem problemas! Mas o que lhe aconteceu? Como você conseguiu dinheiro para ir à Paris e comprar esta Ferrari? 

E a cigarra: 
- Imagine você que eu estava cantando em um bar na semana passada e um produtor gostou da minha voz. Fechei um contrato de seis meses para fazer show em Paris... A propósito, a amiga deseja alguma coisa de lá?

- Desejo sim, respondeu a formiguinha. Se você encontrar o La Fontaine (Autor da Fábula Original) por lá, manda ele ir para a 'Puta Que O Pariu!!!' 


Moral da História: 
Aproveite sua vida, saiba dosar trabalho e lazer, pois trabalho em demasia só traz benefício emfábulas do La Fontaine e ao seu patrão. 
Trabalhe, mas curta a sua vida. 
Ela é única!!! 
Se você não encontrar a sua metade da laranja, não desanime, procure sua metade do limão, adicione açúcar, pinga e gelo, e... 

Seja feliz !


sábado, 5 de maio de 2012

A despedida do padre


Está circulando na Internet um caso pitoresco, leiam:

No jantar de despedida, depois de 25 anos de trabalho à frente da Paróquia, o padre discursa:

-“A primeira impressão que tive desta paróquia foi com a primeira confissão que ouvi. A pessoa confessou ter roubado um aparelho de TV, dinheiro dos seus pais, a empresa onde trabalhava, além de ter aventuras amorosas com as esposas dos amigos. Também se dedicava ao tráfico de drogas e havia transmitido uma doença venérea à própria prima. Fiquei assustadíssimo. Com o passar do tempo, entretanto, conheci uma paróquia cheia de gente responsável, com valores, comprometida com sua fé.”

Atrasado, chegou então o Presidente da Câmara para prestar uma homenagem ao Padre. Pediu desculpas pelo atraso e começou o discurso:
- Nunca vou esquecer o dia em que o Padre chegou à nossa paróquia. Como poderia? Tive a honra de ser o primeiro a me confessar.
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Seguiu-se um silêncio assustador.
Moral da história: Nunca se atrase. Mas quando se atrasar, fique de boca fechada!

sábado, 31 de março de 2012

Turismo na Argentina: Buenos Aires à vista!

Eu e minha eterna namorada Aparecida decidimos comemorar os 60 anos de casamento fora do Brasil e decidimos visitar Buenos Aires, capital da Argentina.
Todos os filhos aplaudiram nossa escolha e até mesmo nos ajudaram a preparar a bagagem, presenteando-nos com roupas novas, duas malas bem bacanas e um guia rodoviário atualizado.
Optamos por viajar de automóvel, a fim de curtir bem as famosas autopistas de alta velocidade do país vizinho.

Como a Argentina não exige passaporte nem visto consular de brasileiros, levamos apenas nossos documentos de identidade. Providenciamos também alguns dólares (US$), pois sem eles ficaríamos em apuros.

Aventuramo-nos, primeiro, pela famigerada BR 381, com suas tortuosas curvas, num sobe e desce arriscado pelas montanhas de Minas. Depois de Belo Horizonte, a mesma estrada se transforma na Rodovia Fernão Dias, duplicada e muito mais segura. Contudo, são muitos caminhões e a velocidade, naturalmente, maior. Mas a calma e a prudência garantiram que chegássemos a São Paulo à tardinha.
Buscamos um hotel para descansar e retomamos a jornada no dia seguinte.

Ultrapassamos os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e, após novo descanso em Uruguaiana, atravessamos a fronteira e penetramos em território argentino. Era verão e o sol brilhava com todo o seu esplendor, porém o ar condicionado do carro funcionava a contento. Fizemos algumas paradas estratégicas, sem pressa. Entardecia quando nos aproximamos de Buenos Aires.

Num posto de abastecimento os arredores da bela capital portenha, mais ou menos às 17 horas, o frentista nos alertou:
- Meu senhor, mantenha o carro em velocidade moderada e observem com muita atenção as vacas leiteiras pastando. Sempre avisamos aos turistas que, diariamente, às 6h, às 12h e às 18h que não se assustem com todas as vacas olhando para o céu.

Seguimos em frente e não é que, às 18h em ponto, com o céu esplendorosamente claro ali nos pampas argentinos, ficamos espantadíssimos com o espetáculo das vacas mugindo e esticando o pescoço para o alto?

Estacionamos no acostamento da rodovia e confirmamos o curioso fenômeno: vacas mirando o firmamento!
Pois bem, agora lhes pergunto, caros leitores, por que as vacas faziam aquilo?
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A resposta é simples: estavam olhando boi-nos-ares!!!


(Não se esqueçam que hoje é 1º de abril e, como sempre, gosto de brincar com vocês.)
Abraços de
Ismael.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O sapo


Outro dia mesmo, agora dia 30/7, os familiares de João Paulo Lage Barony, filho de Ângela Barony (irmã de Cida, casada com meu filho Bonifácio), receberam parentes e amigos lá no “Rancho JB”, para comemorar sua formatura em Engenharia de Produção. Reuniram mais de 50 convidados, dentre os quais Aparecida (minha eterna namorada) e eu. Alegria contagiante o tempo todo.

Brindamos o jovem com nossos melhores votos de felicidade e muita saúde.

Ao chegarmos, fomos convidados a visitar o pomar, já com os pés carregados de laranjas e mexericas. Uma beleza!

Avelino, proprietário do rancho, atencioso como sempre, acompanhado da esposa e dos pais (José Barony e Dona Tetê), providenciou facas para descascarmos as frutas, bem como sacolas para o lixo. Alguns preferiram ficar no galpão da festa, onde abundavam lourinhas geladas e deliciosos salgadinhos.

O pomar localiza-se um pouco acima do lago de águas cristalinas, cuja nascente brota à esquerda do caminho que sobe desde a margem. Ao aproximar-se do local, Cida vislumbrou algo que se movia e falou:

- Dona Aparecida e Sô Ismael, eu vou descer lá e pegar aquele bichinho.

Com cuidado para não cair, desceu a rampa escorregadia e, inclinando-se um pouco, conseguiu pegar o que viu ser um batráquio:

- Arre, que sapo horroroso! Que bicho nojento!

Não passou um segundo e quase morremos de susto ao ouvirmos, o sapo falar como se fosse a coisa mais natural do mundo:

- Oi, Cida! Na verdade eu sou um príncipe, transformado em sapo por uma bruxa maldosa! Dê-me um só beijo e voltarei a ser o que era. Prometo que a farei muito feliz para sempre!

Voltamo-nos para a esposa de nosso filho Boni. Em suspenso, aguardamos sua decisão. Ela sorriu e respondeu ao príncipe, quero dizer, ao sapo:

- Não vou beijá-lo! Saiba que sou muito feliz com meu esposo Bonifácio e meus filhos Luana e Haroldo, com toda a família que tenho! Além do mais, você, como um sapo falante, será muito mais útil, pois arrecadarei uma fortuna apresentando-o em praça pública, onde todo mundo poderá ver um bicho falar. O dinheiro arrecadado será empregado em benefício de creches e da Caixa Escolar.

Desde aquele dia, o espetáculo do sapo falante atrai centenas de pessoas e o projeto da Cida já beneficia muita gente.

Caso o leitor duvide da veracidade dessa ocorrência, que pergunte aos outros convidados e eles não me deixarão mentir sozinho!

domingo, 25 de setembro de 2011

Piadinha


Uma velhinha caminhava pela calçada arrastando dois sacos plásticos.
Um estava rasgado e, de vez em quando, deixava cair uma nota de 20 dolares pelo buraco.
Um policial que passava a parou e a interpelou : “ Senhora, tem notas de 20 caindo desse saco plástico”.
“É mesmo? Que droga!", respondeu a velhinha. "É melhor eu voltar e ver se consigo recuperar as que caíram. Obrigado, seu guarda.”
"Péra aí, senhora, onde conseguiu todo esse dinheiro? A senhora não andou roubando, não?"
"Não, não... Sabe, seu guarda, o meu quintal dá para um campo de golfe e um monte de jogadores costumam urinar num buraco que tem na minha cerca, direto no canteiro de flores. Isso realmente me incomodava sabe, matava minhas flores. Então, pensei: por que não me aproveitar da situação? Agora, fico bem quieta, próxima do buraco, com minha tesoura de jardim. Toda vez que algum golfista enfia o “instrumento” eu o pego de surpresa, agarro a torneirinha e digo: OK, amigão, ou me paga 20 dolares ou eu corto essa coisa”.
“Parece justo, diz o policial rindo da estória. Boa sorte! Mas, a propósito, o que tem no outro saco?"
Ela diz: "Bem, você sabe, nem todos pagam!"

sábado, 4 de junho de 2011

O sumiço do Tedy

Em 29 de maio de 2011, na cidade de Nova Era-MG, os primos Fabíolla e Haroldo desceram da casa de Vovô Ismael e Vovó Aparecida para ver o lindo cachorrinho Tedy, que faz companhia e é o queridinho da tia Zizina, no apartamento anexo ao da casa da vovó.

Tia Zizina sempre sai com ele para passear e tem muito cuidado para não deixa-lo fugir, portanto o portão fica sempre fechado.

Quando Fabíolla e Haroldo estavam se aproximando da casa de tia Zizina, viram que o portão estava aberto e que Tedy estava andando pela rua.

Haroldo ficou muito assustado e para salva-lo começou a gritar: “- Pega o Tedy, pega o Tedy”!

A mãe de Haroldo, Cida, que estava em sua casa ouviu seu filho gritar, desceu as escadas rapidamente para ver o que ocorria, já pensando o quanto tia Zizina sofreria se algo acontecesse ao cachorrinho Tedy, e querendo também amparar o filho Haroldo para que este não saísse da calçada em busca do cachorrinho.

A rua entrou em alvoroço e várias pessoas pararam e ficaram assistindo o corre-corre para pegar o Tedy. Fabíolla ficou carregando um menininho de 2 anos para um homem ajudar a pegar o cachorro.

Na porta da padaria, que fica em frente à casa de Tia Zizina, as pessoas se aglomeravam para ver o esperto cachorrinho enganar seu caçador. Mas todos torciam por um final feliz.

Ao ver que Tedy havia escapado, tia Cida gritou chamando os tios Nélio e Cléver para ajudar a pegar o cachorrinho pedindo também às outras pessoas que passavam pela rua para ajudar na captura do Tedy e levá-lo para a sua casa.

Após algumas tentativas o homem conseguiu capturar o cachorrinho. Ele vinha descendo a rua com o animalzinho no colo, e um segundo cachorrinho, pretinho, pulava o tempo todo tentando salvar Tedy das mãos do senhor, que por sua vez queria entregar tedy aos seus donos. Foi uma alegria geral e, aplausos por toda rua se fizeram ouvir, em agradecimento ao sucesso.

Vovô Ismael estava na casa de Tia Zizina, junto com vovó Aparecida, Vovô saiu e, olhando meio desconfiado para o cachorrinho, comentou: “- Este não está parecendo com Tedy não, vou chamar tia Zizina” e, voltando para dentro da casa, perguntou:

-Tedy está ai?

Todos responderam:

- Ssssssiiiiiiimmmmm!

Já com o suposto Tedy dentro do corredor da casa de tia Zizina um cachorrinho preto ficava latindo do lado de fora do portão querendo que ele fosse solto. Tedy, o verdadeiro, que parecia não entender o que se passava, saiu sonolento de debaixo da cama e espreguiçou na frente de todos.. Ao se deparar com um 'rival' ali no corredor de sua casa, latiu furiosamente.

Lá fora, outros cachorros latiram. Parecia que chamavam o suposto Tedy que, para alegria geral, tão logo solto, disparou sem olhar para trás. Um viralatas latiu em perseguição a seu companheiro. Pareciam felizes e, talvez, comentassem na linguagem dos cachorros:

- Estamos livres: au, au... vamos embora: au...au.

Vovô Ismael, vovó Aparecida, tia Cida, tio Nélio, tio Cléver, Fabíolla e Haroldo começaram a rir, pedindo desculpas e agradecendo ao homem que pegou o cachorro. Uma lágrima de alegria caiu dos olhos de tia Zizina.

Fabíolla e Haroldo subiram para a casa de vovô Soié e vovó Aparecida e escreveram essa estória muito engraçada.

FIM.

Fabíolla Mayrink Costa e Haroldo Barony Lage Costa escreveram.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

TIRO AO ALVO

Todos nós precisamos de um pequeno descanso e, como não sou de ferro, resolvi passar uma temporada nas cercanias de Belo Horizonte, a linda capital de todos os mineiros. Como é linda!

Na Casa Salles, loja belorizontina especializada em armas e munições, comprei pequena espingarda, os cartuchos, a pólvora e chumbo dos tipos grosso e fino para dar alguns tirinhos em alvo móvel. É claro que registrei o meu pequeno fuzil na Delegacia de Armas e Munições, pois não sou muito bobo e respeito leis.

Ao anoitecer, eu e minha eterna namorada, Aparecida, chegamos à Serra da Moeda, onde nos hospedamos no chalé do filho Clóvis.

Lá pelas tantas da noite, após o banho, fomos dormir para o merecido descanso.
De manhã, saímos para passear no campo. Levei arma ao ombro e munição a tiracolo. Sentimos o agradabilíssimo perfume de flores variadas e admiramos centenas de lindos e inquietos colibris a esvoaçar de flor em flor, a bebericar delicioso néctar. Dúzias de borboletas, em espetáculo silencioso, dançavam um balé surpreendente e levíssimo.

Preparei, então, a arma, abastecendo-a de um cartucho carregado com chumbo tipo mostarda, aquele fininho.

Mirei os beija-flores e... pimba! Muitos fugiram, outros caíram sobre a relva.

Buscamos o caminho do açude, em cujas águas se banhavam peixinhos dourados, lambaris, tilápias e carpas preguiçosas. À margem, sete tartaruguinhas se aqueciam sobre a pedra lisa, talvez em dúvida se deveriam ou não lançar-se numa aventura aquática.

Não pensei duas vezes. Mais um cartucho no fuzil e... pimba! Imediatamente o improvisado trampolim se transformou numa lápide, repouso eterno para sete tartaruguinhas recém-nascidas! Pensei: “Adeus, quelônios!”

Pouco além, alcançamos um aclive suave, em busca das sombras de frondoso jatobá. Era imenso, com suas folhas verde-escuras. Pena não ser época dos frutos, cuja casca duríssima escondem deliciosos frutos. No alto, meu olhar alcançou um casal de joão-de-barro, que me observavam na soleira de sua casa.

Pimba! Ao estampido do tiro seguiu-se um duplo baque, assinalando aos meus pés que tenho, modéstia à parte, ótima pontaria.

Minha eterna namorada recolheu mais aqueles bichinhos, juntando-os às tartaruguinhas e beija-flores que jaziam no fundo de uma sacola.

Retornamos ao chalé.

Alguém que ouvira tiros telefonara à polícia e já nos aguardava um jovem policial:

- O delegado me mandou aqui porque o senhor estava dando uns tiros. O que é que aconteceu?

- Apenas matei vinte beija-flores com um tiro só, respondi com naturalidade.

- Não acredito, retrucou admirado.

Então gritei:

- Aparecida, traga as vinte cabecinhas dos passarinhos pro inspetor ver!

Enquanto apresentava o amontoado de penas, o inspetor já lavrava ocorrência:

- E o senhor matou mais algum animal?

- Aparecida, mostra as sete tartaruguinhas que matei com um único tiro!

Examinando os restos mortais dos minúsculos quelônios, espichou os olhos pro embornal segurado por minha mulher.

- Ah, disse eu, tem aqui mais este casal de joão-de-barro que matei com um tiro só, de uma única vezada!

Indignado, o policial levanta a voz e quase berra:

- E não veio nenhum inspetor aqui? Isso é desrespeito à natureza!

Com voz mansa, quase que pedindo desculpas, explico:

- Até que topamos com um outro guarda...

E voltando-me para Aparecida:

- ...pegue ali a cabeça daquele inspetor que veio reclamar. Vamos mostrar aqui para a Autoridade.

Recolhendo a papelada, o jovem me estende a mão:

- Não é necessário, senhor. Não precisa, senhora. Já está tudo esclarecido!

Sem olhar para trás, saiu desabalada carreira, como se diz. Nunca mais foi visto pelas bandas da Serra da Moeda.

Pois é, hoje é 1º de abril... e nada como uma boa história para pegar os incautos.

Em tempo: respeite e preserve a Natureza!