sábado, 6 de abril de 2013

O CANTO DA SEREIA


Hoje, reinicio estas crônicas, mostrando para minha eterna e querida namorada Aparecida, aos queridos e idolatrados filhos e filha, aos amigos leitores, uma aventura ocorrida há muitos e muitos anos.
Ainda adolescente, tomei conhecimento de que certa Sereia com cicatriz no rosto, vez por outra, surgia entre as pedras localizadas no Rio Piracicaba, onde hoje se encontra a ponte dos arcos, batizada oficialmente como Ponte Benedito Valadares. Foi inaugurada pelo então Presidente Getúlio Vargas e pelo Governador Mineiro, Dr. Benedito Valadares.
Devo esclarecer que o Piracicaba era um rio muito volumoso, de águas cristalinas. Tão límpidas eram que todos a bebiam naturalmente.
Vários moradores de ambos os sexos banhavam-se diariamente em suas águas; lógico que eu também. Por sinal, era um nadador exemplar, conseguindo me classificar em primeiro lugar nas provas disputadas; tanto de superfície quanto nas subaquáticas (mergulho).
Ninguém conseguia me superar e ficar mais tempo debaixo dágua. Nas margens de areia e cascalho fino, inúmeras senhoras lavavam roupas, aproveitando aquelas corredeiras límpidas.
Mas, voltando ao caso da Sereia, ela aparecia sempre nas noites de lua cheia, sem que pessoa alguma notasse de onde ela chegava. O mistério era total.
Porém, naquela noite um jovem gritou:
- Olha ela ali!
Foi um alvoroço.
Era verdade: a Sereia estava logo ali, bem no meio do rio, por entre pedras. Escutávamos um canto sublime, ao mesmo tempo bonito e estranho.
Que alvoroço! Que espetáculo!
O silêncio tomou conta de todos nós que, hipnotizados, contemplávamos a cena e ouvíamos a melodia mágica. De repente, misteriosamente, a Sereia com cicatriz no rosto desapareceu.
Na manhã seguinte, procurou-me uma comissão de jovens. Imploraram-me que mergulhasse no local da aparição. Queriam que eu descobrisse o mistério: como ocorria aquilo, aparecer e desaparecer uma Sereia?
- Mergulhe, Soié, somente você poderá desvendar o segredo!
Não me fiz de rogado. Vesti roupa especial para mergulhos e me dirigi ao rio. O pessoal, quase em procissão, acompanhou-me.  Não exagero se disser que havia umas quinhentas pessoas, quase a cidade toda! Molhei a mão na água e passei na fronte, ritual indispensável a todo nadador.
Pouco a pouco, comecei a enfrentar a correnteza que crescera, naquele dia, devido às chuvas de março. Ouvia-se apenas o ruído de minhas pernas cortando as águas revoltas que faziam redemoinho em torno de mim. O resto era silêncio e expectativa.
Todos me viram mergulhar. Como se fossem mergulhadores, prenderam a respiração como eu mesmo fazia. Queriam me ajudar?
Mergulhei.
...
Voltei à tona, tomei fôlego e voltei rápido às águas agora turvas, tão clarinhas na véspera.  Mas deu tempo de escutar os gritos da platéia:
- Ismael! Ismael! Soié!
Ao emergir pela segunda vez, levei as duas mãos ao rosto. Foi quando começou a gritaria:  
- Soié!!!! Que aconteceu???, todos num coro só.
Nada respondi.  
- Soiééééé! Soiéééé! Que aconteceu, Soié?
- O que é que foi, minha Nossa Senhora?, exclamou alguém.
Lentamente, descobri meu rosto e encarei a multidão. Fez-se um silêncio cadavérico!
...
Com muito gosto, quase às gargalhadas, consegui dizer alto e bom som:
- Hahaha! Mais uma vez peguei vocês! Esqueceram-se de que estamos na Quaresma, época da Mula Sem Cabeça? Esqueceram-se de que hoje é Primeiro de Abril? Hahahahaha!
E voltei a mergulhar, nadar, saltar. Quase afoguei-me de tanto rir:
- Hahaha, Primeiro de Abril... hahahaha

terça-feira, 12 de junho de 2012

Vingança contra o machismo

Sempre é tempo de as mulheres se vingarem dos machistas, que adoram fazer piadinhas contra as mulheres! Olhem aí o que a Internet me trouxe:


CORAÇÃO DE MULHER É IGUAL CIRCO:
Sempre tem lugar para mais um palhaço...

O QUE SE DEVE DAR A UM HOMEM QUE PENSA QUE TEM TUDO? Uma mulher para ensiná-lo como funciona!

POR QUE AS MULHERES CASADAS SÃO MAIS GORDAS DO QUE AS SOLTEIRAS?
A solteira chega em casa, vê o que tem na geladeira e vai pra cama, a casada vê o que tem na cama e vai pra geladeira.

POR QUE AS ARANHAS VIÚVAS-NEGRAS MATAM O MACHO DEPOIS DA CÓPULA? Para acabar com o ronco antes que ele comece.

POR QUE APENAS 10% DOS HOMENS VÃO PARA O CÉU? Porque se todos fossem, seria o inferno!

QUAL A DIFERENÇA ENTRE HOMENS E PORCOS ? Porcos não viram homens quando bebem.

O QUE ACONTECEU À MULHER QUE CONSEGUIU ENTENDER OS HOMENS? Ela morreu de tanto rir e não teve tempo de contar a ninguém. 


POR QUE É QUE OS HOMENS TÊM A CONSCIÊNCIA LIMPA? Porque nunca a usam...

POR QUE DEUS CRIOU PRIMEIRO O HOMEM, E DEPOIS A MULHER? Porque as experiências são feitas primeiro com animais e depois com humanos!!!

POR QUE OS HOMENS GOSTAM DE MULHERES INTELIGENTES? Porque os opostos se atraem! 


QUAL O LIVRO MAIS FINO DO MUNDO ? Tudo o que os homens sabem sobre as mulheres. 


QUAL A DIFERENÇA ENTRE OS HOMENS E AS FRUTAS? Um dia, as frutas amadurecem... 


POR QUE AS PILHAS SÃO MELHORES QUE OS HOMENS? Porque elas têm pelo menos um lado positivo ... 


POR QUE UM HOMEM NÃO PODE TER UM BOM CARÁTER E SER INTELIGENTE AO MESMO TEMPO?
Porque assim seria mulher !!! 


POR QUE SÃO NECESSÁRIOS MILHÕES DE ESPERMATOZÓIDES PARA FERTILIZAR UM ÚNICO ÓVULO ?
Porque os espermatozóides são masculinos e se negam a perguntar o caminho!!!

 QUANDO É QUE UM HOMEM PERDE 90% DE SUA INTELIGÊNCIA?
Quando fica viúvo! E os outros 10% quando o cachorro morre.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Sutileza feminina

Encontrei isso na Internet:


Um homem telefona para a sua esposa e diz:
- Querida, o meu chefe convidou a mim e a alguns dos seus amigos para irmos pescar num lago distante. Vamos ficar fora a semana inteira. Esta é uma excelente oportunidade para eu conseguir a promoção que tenho esperado. Porisso, me prepare roupa suficiente para uma semana e,  claro, minha caixa de apetrechos de pesca. Vamos partir diretamente daqui do escritório. Vou passar aí apenas para apanhar essas coisas. 
Ah.... Por favor, coloque também o meu pijama novo, aquele de seda azul.

A mulher acha que isso soa um bocado estranho, mas atende ao pedido do marido.

No fim-de-semana seguinte, ele regressa da pescaria um tanto cansado; mas, fora isso, nada de anormal. A mulher recebe-o com um beijo e pergunta-lhe se apanharam muitos peixes.
Ele responde:

- Sim! Muitos pargos, algumas garoupas e uns poucos carapaus. Mas, por que é que você não colocou o meu pijama de seda azul, tal como pedi?
A mulher apenas olha fixamente nos olhos dele e responde segura de si:
- Coloquei sim, querido! Coloquei-o dentro da caixa de apetrechos de pesca.

*Moral da história:
NUNCA DUVIDE DA CAPACIDADE DE RACIOCÍNIO DE UMA MULHER  

terça-feira, 5 de junho de 2012

10 histórias do Avelino


                      
1. Avelino estava em casa, com sede. Manda seu filho lhe trazer um pouco de leite. Daí o pobre do garoto pergunta:
- No copo, pai?
E Avelino responde:
- Não! Bota no chão vem empurrando com o rodo, “fi” de rapariga!

2. O funcionário do banco veio avisar:
- Seu Avelino, a promissória venceu.
- Meu filho, pra mim podia ter perdido ou empatado. Não torço por nenhum Promissória, só torço pro Cruzeiro.

3. Avelino entrando em uma loja de agropecuária.
- Tem veneno pra rato?
- Tem! Vai levar? – pergunta o balconista.
- Não, vou trazer os ratos pra comer aqui! – responde

4. Avelino, no elevador (no subsolo-garagem). 
Alguém pergunta:
- Sobe?
- Não, não... Este elevador anda de lado.

5. Avelino vai saindo da farmácia, quando alguém pergunta:
- Tá doente, Seu Avelino?
- Quer dizer que se eu estivesse saindo do cemitério, eu tava morto?

6. Avelino dava uma bela surra no filho e o menino gritava:
- Tá bom, pai! Tá bom, pai! Tá bom, pai!
- Tá bom? Quando tiver ruim, cê me avisa qu'eu paro.

7. O amigo o cumprimenta:
- Olá, Avelino! Tá sumido! Por onde tem andado?
- Pelo chão, não aprendi a voar ainda…

8. Na década de 90, Seu Avelino chega num bar e fala pro atendente:
- Traz uma cerveja e bota o disco de Luiz Gonzaga pra eu ouvir!
- Desculpe, não posso botar música hoje…
- Mas por que?
- Meu avô morreu!
- E, por um acaso, ele levou os discos, foi?

9. Durante a madrugada, a mulher do Seu Avelino passa mal:
- Avelino! Ta me dando uma coisa.
- Receba!
- Mas é uma coisa ruim!
- Então devolva!

10. O telefone toca. Avelino atende e não diz nada:
- ...
- Alô!
- ...
- Bom dia! Quem está falando?
- Você, uai!

domingo, 3 de junho de 2012

Um pouco da história de Nova Era


Fundada por bandeirantes que estavam à procura de pedras preciosas, em 1705, foi denominado Arraial de São José do Buraco Fundo. Após a exaustão do garimpo, surgiram as fazendas que se dedicaram à lavoura. Foi emancipada em 1938. Em 1940, passou a se chamar Presidente Vargas e no final deste mesmo ano passou a ter o nome atual.
Desta região provém o Barão de São José da Lagoa.

História completa:
Em 1.703 o experimentado sertanista Antônio Dias de Oliveira fez sua entrada no bravio sertão do Rio Doce. Em sua bandeira, vieram os irmãos portugueses José e Antônio de Miranda. Oriundos da Vila de Mirandela, em Portugal, de lá trouxeram apenas a fé e a esperança de conseguirem algo que lhes compensasse os sofrimentos vividos na pátria.A Bandeira partiu de Taubaté, em São Paulo.

Naquele tempo, a meta dos aventureiros era explorar novas terras, em estafantes caminhadas mata a dentro, rompendo a selva agreste. Foi assim que chegaram às imediações da hoje Estação Ferroviária de Desembargador Drumond, (Drumond Velho)quando encontraram um pequeno rio, afluente do Piracicaba, que batizaram como rio de Peixe. Ao colher água do rio, um dos Miranda encontrou no fundo da vasilha, vestígios de ouro. Selando este segredo com seu irmão, cuidaram de separarem-se dos companheiros, fixando residência no local, com o objetivo de exploração do ouro. Antônio Miranda adquiriu as terras e construiu a Fazenda Rio de Peixe, onde passou a residir.
Aumentando o seu patrimônio, adquiriu as sesmarias da Passagem, Pedra Furada e Macacos. Seus fundadores, além de se dedicarem à extração de ouro de aluvião, cuidaram de desenvolver trabalhos agrícolas e cultivo de cereais. As primeiras e mais importantes fazendas, além da já citada, foram: Fazenda Figueira, Fazenda Bom Jesus de Perdões e Fazenda da Barra do rio das Cobras, mais tarde denominada Barra do Prata. Em 1.715, o então Governador da Capitania Unida de São Paulo e Minas Gerais D. Braz Balthazar da Silveira, convocou uma junta Governativa que determinou o pagamento ao governo de dez oitavas de bateia, além de outras taxas já existentes. Dessa medida resultou a diminuição da cata de ouro, pois a exorbitância dos impostos passou a asfixiar os mineradores. O arraial foi elevado à categoria de curato em 1.832 passando mais tarde a freguesia por Lei Provincial nº384, de 9 de outubro de 1848.

Seu primeiro vigário foi o Padre João Álvares Martins da Costa, apresentado pelo Imperador Dom Pedro II ao Bispo diocesano, para que o confirmasse no cargo de seu vigário colado. Padre João Álvares era tido como verdadeiro apóstolo do Evangelho, cuja bondade "nunca teve férias". No início do século, o arraial comemorava festas religiosas como o Dia de Reis, de São Sebastião, rituais da Semana Santa, fogueiras, quentões, canjicas, batatas assadas, quadrilhas nas festas juninas de Santo Antônio, São João e São Pedro, a Festa do Rosário, a Festa do Divino, a Cavalhada no Curro e se praticavam o teatro e serestas.Em 1.932 inaugurou-se a Estrada de Ferro Vitória a Minas, que trouxe novos horizontes para a vida econômica do distrito. Representava para as classes produtoras, possibilidades de escoamento, pecuária, industrial e comercial.

Vista parcial de Nova Era-MG (2012/Photo by Cláudio Costa)

Em 1.936, foi inaugurada a estação da Estrada de Ferro Central do Brasil. O arraial de São José da Lagoa pertenceu a Caeté, depois a Santa Bárbara, Rio Piracicaba e, finalmente, a Itabira. Em 17 de dezembro de 1938, através do Decreto nº 148, o então Governador de Minas, Sr. Benedito Valadares, assinou o ato de emancipação do distrito, elevando-o à categoria de município, com o nome de Presidente Vargas. Foi então nomeado o Primeiro Prefeito Dr. Nelson de Lima Bruzzi, natural de São José da Lagoa, formado em Farmácia pela Escola de Farmácia da Universidade Federal de Ouro Preto.
A instalação do novo município se deu em 1 de janeiro de 1.939, em solenidades com grande entusiasmo popular. Na década de 40, grandes nomes impulsionaram o desenvolvimento do nosso município. Além da capacidade e determinação do jovem Prefeito Nelson de Lima Bruzzi, Presidente Vargas muito tem a agradecer a José Coelho de Lima, na época Diretor do Grupo Escolar Desembargador Drumond; ao Padre Pedro Maciel Vidigal, vigário e expressiva força política local; Dr. José Moreira, engenheiro que fez estudos de base econômica para o município e projeto de remodelação do serviço de abastecimento de água; Dr. Leão de Araújo, que como chefe do Diretório Municipal de Geografia, elaborou vários projetos de incentivação ao desenvolvimento econômico; aos fazendeiros Arthur de Araújo, Joaquim Martins Guerra e José Máximo Bruzzi, (também correspondente do Banco Mineiro da Produção) que zelaram pelo setor agropecuário, oferecendo experiência e conhecimentos no setor.O primeiro Juiz de direito da recém criada comarca foi o Dr. Domingos de Souza Novais, Promotor de Justiça (adjunto) José Conrado de Miranda, Escrivão do Crime e Execuções Fiscais foi o senhor Ilídio Clementino da Costa.

Pelo Decreto Lei nº 839, de 13 de junho de 1.942, o município passou a chamar-se Nova Era, por sugestão do Governador Benedito Valadares e seu Secretário de Fazenda, Dr. Ovídio de Abreu. A inspiração desse nome deveu-se à crença de que uma nova era de progresso para todo o Vale do Rio Doce surgiria com o Estado Novo, implantado por Getúlio Vargas.
Com a Lei Estadual Nº 2.764 de 30 de dezembro de 1962 foi desmembrado de Nova Era. o ex-povoado de São Sebastião da Boa Vista. passando a condição de município e alterando sua denominação para Bela Vista de Minas. A data de sua instalação foi em 1 de janeiro de 1963. Atualmente conta somente com o distrito sede.
Mais história de Nova Era no link abaixo:

quinta-feira, 31 de maio de 2012

E ele suspendeu a camiseta


Volto a este cantinho do Ontem-Hoje, relembrando a vocês que sou o segundo filho de Ilídio Clementino da Costa e Eutargina Martins Batista (Nhanhá Gininha). No Carnaval de 1963, meu pai faleceu.  Deixou viúva minha saudosa mãe, na época com 63 anos e os seguintes filhos, em ordem de nascimento: Ilídio (Diló), Ismael (Soié), Iracy (Cici), Irany, Inézia, Ismar, Irineu e Maria.
                                             MÃE OUTRA VEZ
No finalzinho da década de 1930, minha mãe ficou grávida e nos contou, com aquele sorriso franco, que eu e Cici seríamos os padrinhos daquele que iria nascer, mas me advertiu assim: - Não conta pra ninguém!

Essa auspiciosa notícia me pegou de surpresa; até chorei de tanta alegria. Imaginem meus pais serem meus compadres. Quanta honra, minha Nossa Senhora! Que alegria, meu Deus do Céu! Até parecia ser um sonho, e que sonho maravilhoso!
Os dias, as semanas foram passando e a silhueta da mamãe não mudava nada; então, um belo dia, cheguei pertinho da mamãe e perguntei se ela havia brincado comigo. Eis sua resposta:
- Não brinquei Soié, o neném vai nascer dentro de cinco meses, fique tranqüilo.
Mas como eu poderia ficar tranqüilo com tal notícia? A ansiedade era enorme.
A pouco mais de dois meses para a chegada do bebê, nossa saudosa mãe anunciou que o nome da criança seria MARIA.
Mais algum tempo, mamãe sentiu que precisava urgentemente do médico, pois não estava se sentindo bem. Meu pai providenciou a visita do Dr. Lage o qual, ao examiná-la, constatou um parto duplo, um menino e uma menina.

Mamãe era uma pessoa de muita fibra, muito resistente mesmo, e no dia seguinte já estava com os afazeres domésticos em dia, inclusive fazendo Geléia de Mocotó, biscoitos que o Diló comia, bolos e, principalmente, a famosa e gostosa brevidade de polvilho com rapadura. Diló e eu nos revesávamos para socar os ingredientes no pilão de madeira. Empunhávamos a “Mão de Pilão” a socar e peneirar. A seguir, em uma gamela, juntavam-se os ovos de galinha e batíamos a massa com uma colher de pau até clarear bem, muito bem mesmo. Depois de colocar em tabuleiro e forminhas, era o momento de ir para o forno quente.  Delicia de brevidade, hmmmm!

Enquanto isso, em nossa casa e na vizinhança, o assunto era a chegada dos novos hóspedes. Mamãe achou por bem colocar o nome de José no irmãozinho de Maria. Todos aplaudiram a acertada decisão.
Quando falávamos o nome José, nossa saudosa mãe sentia um leve movimento em um determinado ponto em seu interior. Quando o nome era Maria, o movimento era pertinho daquele mesmo lugar.
José e Maria sabiam os próprios nomes, mesmo antes de nascer. Que coisa fantástica, é quase inacreditável.
Nasceram!
                               O TEMPO PASSA, O TEMPO VOA
O tempo passa rapidinho. Minha afilhada Maria já tem cinco anos de idade; ela canta muito bem e está se preparando para coroar Nossa Senhora. No mês de maio, vestida de Anjo, sobe os degraus da escada do altar da Matriz de São José, participando de um tradicional acontecimento, que é a Coroação de Nossa Senhora.
Maria é muito inteligente, já tem sete anos e está freqüentando o grupo escolar Desembargador Drumonnd, onde é líder da classe. Completa o primeiro grau com onze anos.
Ela e suas amiguinhas já pensam e conversam assunto de namorados. Maria fica conhecendo José Mayrink, com quem se casa aos dezenove anos de idade. Que festa maravilhosa! Os filhos foram chegando na seguinte ordem:
Maria Aparecida Mayrink (Paré), Rosemeire, Maura, Suely, Cláudia e José Hermelindo, todos com o sobrenome Costa Mayrink. Antes de Maura nascer, minha irmã adotou Elza, uma moreninha muito bonita. O marido de Maria, José Mayrink faleceu em acidente de carro.
Maria foi sempre uma líder entre todas as pessoas de convivência, criou e educou os filhos com ternura e conforto. Que DEUS TODO PODEROSO a conserve lá no CÉU junto a papai, mamãe, Cici, Irany, José Mayrink e outras pessoas da família.
VOLTANDO NO TEMPO...

Voltemos ao dia do nascimento de Maria e José: a 26 de agosto de 1939, à tarde, antes do jantar, minha mãe sentiu os primeiros sintomas do parto. Sanestina, a mais competente parteira da cidade, quiçá da região, foi chamada a fim de dar assistência à parturiente. Ao exame, constatou-se que ainda não chegara o momento certo, e que somente pela madrugada do dia seguinte os bebês nasceriam. A parteira ficou esperando.
Mais ou menos às 3 horas da madrugada do dia seguinte, nasceu a MARIA e logo em seguida nasceu o outro filho, JOSÉ.
Sanestina, a parteira, fez a limpeza nas crianças, colocou as fraldas, vestiu as camisolinhas nos dois bebês e os colocou em dois berços, um ao lado do outro, no quarto vizinho. Em seguida, foi cuidar da mamãe. Ao terminar, saiu com as roupas para a lavanderia.

                                           ACONTECE CADA COISA...

Um pequeno ruído na porta do quarto indica a chegada de alguém, esse alguém é a parteira Sanestina. Então, José cochicha ao ouvido de sua irmã as seguintes palavras:
- Fecha os olhos MARIA e finge que está dormindo. Ele também fechou e até roncaram.
Ao escutar o ruído da porta, José abriu os olhos e viu Sanestina saindo e falou assim:
                 
- Maria, você é mulher e eu sou homem.
Maria respondeu:
- Porque você fala que é homem? Nós somos iguais!

José retruca:
- Vou lhe mostrar por que.

Maria então disse: 
- Se você é homem, José, mostra, mostra logo, eu quero ver agora.

JOSÉ SUSPENDE A CAMISOLINHA E MOSTRA:
                          
 - Olhe bem Maria, veja!


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 - A minha fralda é AZUL, a sua é COR DE ROSA!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Vaidade mata


A Internet trouxe para mim e eu passo para vocês, OK?

Uma mulher foi levada às pressas para o CTI do hospital.
Lá, teve a chamada “quase morte” , que é uma situação pré-coma e, neste estado , encontrou-se com a Morte:
- Que é isso? - perguntou - Eu morri?
- Não, pelos meus cálculos, você morrerá daqui a 43 anos, 8 meses, 9 dias e
16 horas.

Ao voltar a si , refletindo o quanto tempo ainda tinha de vida , resolveu
ficar ali mesmo naquele hospital e decidiu submeter-se a uma lipospiração, uma plástica de restauração dos seios, mais uma plástica no rosto,
correção no nariz, na barriga, tirou todos os excessos, as ruguinhas e tudo
mais para ficar linda e jovial.

Após alguns dias de sua alta médica, ao atravessar a rua, veio um veículo em alta velocidade e a atropelou, matando-a na hora.
Ao encontrar-se novamente com a Morte, ela perguntou toda irritada:
- Puxa, você me disse que eu tinha mais 43 anos de vida! Por que eu morri depois de toda aquela despesa com cirurgias plásticas???

A morte aproximou-se bem dela, olhando-a diretamente nos olhos e exclamou:

CRIATUUUUUUURA DO CÉU, EU NÃO TE RECONHECI !

sábado, 26 de maio de 2012

A formiga boladona


Eis uma história que me chegou pela Internet. Apesar de 'politicamente incorreta', é verdadeira!


Era uma vez, uma formiguinha e uma cigarra muito amigas. 
Durante todo o outono, a formiguinha trabalhou sem parar, armazenando comida para o período de inverno. Não aproveitou nada do sol, da brisa suave do fim da tarde e nem o bate-papo com os amigos ao final do trabalho tomando uma cervejinha gelada. 
Seu nome era 'Trabalho' e seu sobrenome era 'Sempre'. 

Enquanto isso, a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade; não desperdiçou nem um minuto sequer. 
Cantou durante todo o outono, dançou, aproveitou o sol, curtiu prá valer sem se preocupar com o inverno que estava por vir. Então, passados alguns dias, começou a esfriar. Era o inverno que estava começando. 

A formiguinha, exausta de tanto trabalhar, entrou para a sua singela e aconchegante toca, repleta de comida. Mas alguém chamava por seu nome, do lado de fora da toca. Quando abriu a porta para ver quem era, ficou surpresa com o que viu: Sua amiga cigarra estava dentro de uma Ferrari amarela com um aconchegante casaco de vison. 

A cigarra cumprimentou a formiguinha: 
- Olá, amiga, vou passar o inverno em Paris. 
- Será que você poderia cuidar da minha toca? 
A formiguinha respondeu: 
- Claro, sem problemas! Mas o que lhe aconteceu? Como você conseguiu dinheiro para ir à Paris e comprar esta Ferrari? 

E a cigarra: 
- Imagine você que eu estava cantando em um bar na semana passada e um produtor gostou da minha voz. Fechei um contrato de seis meses para fazer show em Paris... A propósito, a amiga deseja alguma coisa de lá?

- Desejo sim, respondeu a formiguinha. Se você encontrar o La Fontaine (Autor da Fábula Original) por lá, manda ele ir para a 'Puta Que O Pariu!!!' 


Moral da História: 
Aproveite sua vida, saiba dosar trabalho e lazer, pois trabalho em demasia só traz benefício emfábulas do La Fontaine e ao seu patrão. 
Trabalhe, mas curta a sua vida. 
Ela é única!!! 
Se você não encontrar a sua metade da laranja, não desanime, procure sua metade do limão, adicione açúcar, pinga e gelo, e... 

Seja feliz !


sábado, 5 de maio de 2012

A despedida do padre


Está circulando na Internet um caso pitoresco, leiam:

No jantar de despedida, depois de 25 anos de trabalho à frente da Paróquia, o padre discursa:

-“A primeira impressão que tive desta paróquia foi com a primeira confissão que ouvi. A pessoa confessou ter roubado um aparelho de TV, dinheiro dos seus pais, a empresa onde trabalhava, além de ter aventuras amorosas com as esposas dos amigos. Também se dedicava ao tráfico de drogas e havia transmitido uma doença venérea à própria prima. Fiquei assustadíssimo. Com o passar do tempo, entretanto, conheci uma paróquia cheia de gente responsável, com valores, comprometida com sua fé.”

Atrasado, chegou então o Presidente da Câmara para prestar uma homenagem ao Padre. Pediu desculpas pelo atraso e começou o discurso:
- Nunca vou esquecer o dia em que o Padre chegou à nossa paróquia. Como poderia? Tive a honra de ser o primeiro a me confessar.
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Seguiu-se um silêncio assustador.
Moral da história: Nunca se atrase. Mas quando se atrasar, fique de boca fechada!

sábado, 31 de março de 2012

Turismo na Argentina: Buenos Aires à vista!

Eu e minha eterna namorada Aparecida decidimos comemorar os 60 anos de casamento fora do Brasil e decidimos visitar Buenos Aires, capital da Argentina.
Todos os filhos aplaudiram nossa escolha e até mesmo nos ajudaram a preparar a bagagem, presenteando-nos com roupas novas, duas malas bem bacanas e um guia rodoviário atualizado.
Optamos por viajar de automóvel, a fim de curtir bem as famosas autopistas de alta velocidade do país vizinho.

Como a Argentina não exige passaporte nem visto consular de brasileiros, levamos apenas nossos documentos de identidade. Providenciamos também alguns dólares (US$), pois sem eles ficaríamos em apuros.

Aventuramo-nos, primeiro, pela famigerada BR 381, com suas tortuosas curvas, num sobe e desce arriscado pelas montanhas de Minas. Depois de Belo Horizonte, a mesma estrada se transforma na Rodovia Fernão Dias, duplicada e muito mais segura. Contudo, são muitos caminhões e a velocidade, naturalmente, maior. Mas a calma e a prudência garantiram que chegássemos a São Paulo à tardinha.
Buscamos um hotel para descansar e retomamos a jornada no dia seguinte.

Ultrapassamos os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e, após novo descanso em Uruguaiana, atravessamos a fronteira e penetramos em território argentino. Era verão e o sol brilhava com todo o seu esplendor, porém o ar condicionado do carro funcionava a contento. Fizemos algumas paradas estratégicas, sem pressa. Entardecia quando nos aproximamos de Buenos Aires.

Num posto de abastecimento os arredores da bela capital portenha, mais ou menos às 17 horas, o frentista nos alertou:
- Meu senhor, mantenha o carro em velocidade moderada e observem com muita atenção as vacas leiteiras pastando. Sempre avisamos aos turistas que, diariamente, às 6h, às 12h e às 18h que não se assustem com todas as vacas olhando para o céu.

Seguimos em frente e não é que, às 18h em ponto, com o céu esplendorosamente claro ali nos pampas argentinos, ficamos espantadíssimos com o espetáculo das vacas mugindo e esticando o pescoço para o alto?

Estacionamos no acostamento da rodovia e confirmamos o curioso fenômeno: vacas mirando o firmamento!
Pois bem, agora lhes pergunto, caros leitores, por que as vacas faziam aquilo?
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A resposta é simples: estavam olhando boi-nos-ares!!!


(Não se esqueçam que hoje é 1º de abril e, como sempre, gosto de brincar com vocês.)
Abraços de
Ismael.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O sapo


Outro dia mesmo, agora dia 30/7, os familiares de João Paulo Lage Barony, filho de Ângela Barony (irmã de Cida, casada com meu filho Bonifácio), receberam parentes e amigos lá no “Rancho JB”, para comemorar sua formatura em Engenharia de Produção. Reuniram mais de 50 convidados, dentre os quais Aparecida (minha eterna namorada) e eu. Alegria contagiante o tempo todo.

Brindamos o jovem com nossos melhores votos de felicidade e muita saúde.

Ao chegarmos, fomos convidados a visitar o pomar, já com os pés carregados de laranjas e mexericas. Uma beleza!

Avelino, proprietário do rancho, atencioso como sempre, acompanhado da esposa e dos pais (José Barony e Dona Tetê), providenciou facas para descascarmos as frutas, bem como sacolas para o lixo. Alguns preferiram ficar no galpão da festa, onde abundavam lourinhas geladas e deliciosos salgadinhos.

O pomar localiza-se um pouco acima do lago de águas cristalinas, cuja nascente brota à esquerda do caminho que sobe desde a margem. Ao aproximar-se do local, Cida vislumbrou algo que se movia e falou:

- Dona Aparecida e Sô Ismael, eu vou descer lá e pegar aquele bichinho.

Com cuidado para não cair, desceu a rampa escorregadia e, inclinando-se um pouco, conseguiu pegar o que viu ser um batráquio:

- Arre, que sapo horroroso! Que bicho nojento!

Não passou um segundo e quase morremos de susto ao ouvirmos, o sapo falar como se fosse a coisa mais natural do mundo:

- Oi, Cida! Na verdade eu sou um príncipe, transformado em sapo por uma bruxa maldosa! Dê-me um só beijo e voltarei a ser o que era. Prometo que a farei muito feliz para sempre!

Voltamo-nos para a esposa de nosso filho Boni. Em suspenso, aguardamos sua decisão. Ela sorriu e respondeu ao príncipe, quero dizer, ao sapo:

- Não vou beijá-lo! Saiba que sou muito feliz com meu esposo Bonifácio e meus filhos Luana e Haroldo, com toda a família que tenho! Além do mais, você, como um sapo falante, será muito mais útil, pois arrecadarei uma fortuna apresentando-o em praça pública, onde todo mundo poderá ver um bicho falar. O dinheiro arrecadado será empregado em benefício de creches e da Caixa Escolar.

Desde aquele dia, o espetáculo do sapo falante atrai centenas de pessoas e o projeto da Cida já beneficia muita gente.

Caso o leitor duvide da veracidade dessa ocorrência, que pergunte aos outros convidados e eles não me deixarão mentir sozinho!

domingo, 25 de setembro de 2011

Piadinha


Uma velhinha caminhava pela calçada arrastando dois sacos plásticos.
Um estava rasgado e, de vez em quando, deixava cair uma nota de 20 dolares pelo buraco.
Um policial que passava a parou e a interpelou : “ Senhora, tem notas de 20 caindo desse saco plástico”.
“É mesmo? Que droga!", respondeu a velhinha. "É melhor eu voltar e ver se consigo recuperar as que caíram. Obrigado, seu guarda.”
"Péra aí, senhora, onde conseguiu todo esse dinheiro? A senhora não andou roubando, não?"
"Não, não... Sabe, seu guarda, o meu quintal dá para um campo de golfe e um monte de jogadores costumam urinar num buraco que tem na minha cerca, direto no canteiro de flores. Isso realmente me incomodava sabe, matava minhas flores. Então, pensei: por que não me aproveitar da situação? Agora, fico bem quieta, próxima do buraco, com minha tesoura de jardim. Toda vez que algum golfista enfia o “instrumento” eu o pego de surpresa, agarro a torneirinha e digo: OK, amigão, ou me paga 20 dolares ou eu corto essa coisa”.
“Parece justo, diz o policial rindo da estória. Boa sorte! Mas, a propósito, o que tem no outro saco?"
Ela diz: "Bem, você sabe, nem todos pagam!"

sábado, 4 de junho de 2011

O sumiço do Tedy

Em 29 de maio de 2011, na cidade de Nova Era-MG, os primos Fabíolla e Haroldo desceram da casa de Vovô Ismael e Vovó Aparecida para ver o lindo cachorrinho Tedy, que faz companhia e é o queridinho da tia Zizina, no apartamento anexo ao da casa da vovó.

Tia Zizina sempre sai com ele para passear e tem muito cuidado para não deixa-lo fugir, portanto o portão fica sempre fechado.

Quando Fabíolla e Haroldo estavam se aproximando da casa de tia Zizina, viram que o portão estava aberto e que Tedy estava andando pela rua.

Haroldo ficou muito assustado e para salva-lo começou a gritar: “- Pega o Tedy, pega o Tedy”!

A mãe de Haroldo, Cida, que estava em sua casa ouviu seu filho gritar, desceu as escadas rapidamente para ver o que ocorria, já pensando o quanto tia Zizina sofreria se algo acontecesse ao cachorrinho Tedy, e querendo também amparar o filho Haroldo para que este não saísse da calçada em busca do cachorrinho.

A rua entrou em alvoroço e várias pessoas pararam e ficaram assistindo o corre-corre para pegar o Tedy. Fabíolla ficou carregando um menininho de 2 anos para um homem ajudar a pegar o cachorro.

Na porta da padaria, que fica em frente à casa de Tia Zizina, as pessoas se aglomeravam para ver o esperto cachorrinho enganar seu caçador. Mas todos torciam por um final feliz.

Ao ver que Tedy havia escapado, tia Cida gritou chamando os tios Nélio e Cléver para ajudar a pegar o cachorrinho pedindo também às outras pessoas que passavam pela rua para ajudar na captura do Tedy e levá-lo para a sua casa.

Após algumas tentativas o homem conseguiu capturar o cachorrinho. Ele vinha descendo a rua com o animalzinho no colo, e um segundo cachorrinho, pretinho, pulava o tempo todo tentando salvar Tedy das mãos do senhor, que por sua vez queria entregar tedy aos seus donos. Foi uma alegria geral e, aplausos por toda rua se fizeram ouvir, em agradecimento ao sucesso.

Vovô Ismael estava na casa de Tia Zizina, junto com vovó Aparecida, Vovô saiu e, olhando meio desconfiado para o cachorrinho, comentou: “- Este não está parecendo com Tedy não, vou chamar tia Zizina” e, voltando para dentro da casa, perguntou:

-Tedy está ai?

Todos responderam:

- Ssssssiiiiiiimmmmm!

Já com o suposto Tedy dentro do corredor da casa de tia Zizina um cachorrinho preto ficava latindo do lado de fora do portão querendo que ele fosse solto. Tedy, o verdadeiro, que parecia não entender o que se passava, saiu sonolento de debaixo da cama e espreguiçou na frente de todos.. Ao se deparar com um 'rival' ali no corredor de sua casa, latiu furiosamente.

Lá fora, outros cachorros latiram. Parecia que chamavam o suposto Tedy que, para alegria geral, tão logo solto, disparou sem olhar para trás. Um viralatas latiu em perseguição a seu companheiro. Pareciam felizes e, talvez, comentassem na linguagem dos cachorros:

- Estamos livres: au, au... vamos embora: au...au.

Vovô Ismael, vovó Aparecida, tia Cida, tio Nélio, tio Cléver, Fabíolla e Haroldo começaram a rir, pedindo desculpas e agradecendo ao homem que pegou o cachorro. Uma lágrima de alegria caiu dos olhos de tia Zizina.

Fabíolla e Haroldo subiram para a casa de vovô Soié e vovó Aparecida e escreveram essa estória muito engraçada.

FIM.

Fabíolla Mayrink Costa e Haroldo Barony Lage Costa escreveram.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

TIRO AO ALVO

Todos nós precisamos de um pequeno descanso e, como não sou de ferro, resolvi passar uma temporada nas cercanias de Belo Horizonte, a linda capital de todos os mineiros. Como é linda!

Na Casa Salles, loja belorizontina especializada em armas e munições, comprei pequena espingarda, os cartuchos, a pólvora e chumbo dos tipos grosso e fino para dar alguns tirinhos em alvo móvel. É claro que registrei o meu pequeno fuzil na Delegacia de Armas e Munições, pois não sou muito bobo e respeito leis.

Ao anoitecer, eu e minha eterna namorada, Aparecida, chegamos à Serra da Moeda, onde nos hospedamos no chalé do filho Clóvis.

Lá pelas tantas da noite, após o banho, fomos dormir para o merecido descanso.
De manhã, saímos para passear no campo. Levei arma ao ombro e munição a tiracolo. Sentimos o agradabilíssimo perfume de flores variadas e admiramos centenas de lindos e inquietos colibris a esvoaçar de flor em flor, a bebericar delicioso néctar. Dúzias de borboletas, em espetáculo silencioso, dançavam um balé surpreendente e levíssimo.

Preparei, então, a arma, abastecendo-a de um cartucho carregado com chumbo tipo mostarda, aquele fininho.

Mirei os beija-flores e... pimba! Muitos fugiram, outros caíram sobre a relva.

Buscamos o caminho do açude, em cujas águas se banhavam peixinhos dourados, lambaris, tilápias e carpas preguiçosas. À margem, sete tartaruguinhas se aqueciam sobre a pedra lisa, talvez em dúvida se deveriam ou não lançar-se numa aventura aquática.

Não pensei duas vezes. Mais um cartucho no fuzil e... pimba! Imediatamente o improvisado trampolim se transformou numa lápide, repouso eterno para sete tartaruguinhas recém-nascidas! Pensei: “Adeus, quelônios!”

Pouco além, alcançamos um aclive suave, em busca das sombras de frondoso jatobá. Era imenso, com suas folhas verde-escuras. Pena não ser época dos frutos, cuja casca duríssima escondem deliciosos frutos. No alto, meu olhar alcançou um casal de joão-de-barro, que me observavam na soleira de sua casa.

Pimba! Ao estampido do tiro seguiu-se um duplo baque, assinalando aos meus pés que tenho, modéstia à parte, ótima pontaria.

Minha eterna namorada recolheu mais aqueles bichinhos, juntando-os às tartaruguinhas e beija-flores que jaziam no fundo de uma sacola.

Retornamos ao chalé.

Alguém que ouvira tiros telefonara à polícia e já nos aguardava um jovem policial:

- O delegado me mandou aqui porque o senhor estava dando uns tiros. O que é que aconteceu?

- Apenas matei vinte beija-flores com um tiro só, respondi com naturalidade.

- Não acredito, retrucou admirado.

Então gritei:

- Aparecida, traga as vinte cabecinhas dos passarinhos pro inspetor ver!

Enquanto apresentava o amontoado de penas, o inspetor já lavrava ocorrência:

- E o senhor matou mais algum animal?

- Aparecida, mostra as sete tartaruguinhas que matei com um único tiro!

Examinando os restos mortais dos minúsculos quelônios, espichou os olhos pro embornal segurado por minha mulher.

- Ah, disse eu, tem aqui mais este casal de joão-de-barro que matei com um tiro só, de uma única vezada!

Indignado, o policial levanta a voz e quase berra:

- E não veio nenhum inspetor aqui? Isso é desrespeito à natureza!

Com voz mansa, quase que pedindo desculpas, explico:

- Até que topamos com um outro guarda...

E voltando-me para Aparecida:

- ...pegue ali a cabeça daquele inspetor que veio reclamar. Vamos mostrar aqui para a Autoridade.

Recolhendo a papelada, o jovem me estende a mão:

- Não é necessário, senhor. Não precisa, senhora. Já está tudo esclarecido!

Sem olhar para trás, saiu desabalada carreira, como se diz. Nunca mais foi visto pelas bandas da Serra da Moeda.

Pois é, hoje é 1º de abril... e nada como uma boa história para pegar os incautos.

Em tempo: respeite e preserve a Natureza!

quarta-feira, 31 de março de 2010

Carta da Europa

Meus amigos,
Vou revelar-lhes um segredo guardado há mais de 60 anos:
Sei que isso mudará nosso relacionamento daqui pra frente, mas a verdade, um dia ou outro, deve vir à tona. Melhor que seja pela minha própria vontade, do jeito mais correto:
Saibam que eu e minha eterna namorada e esposa, Aparecida, somos pais de um casal de gêmeos.

Quando nasceram, ocorreu um fato estranho e pitoresco, porém pleno de veracidade. No dia seguinte ao nascimento, ainda no berçário, após a troca de fraldas, o bebê masculino falou bem baixinho no ouvido de sua pequena irmãzinha:
- Eu sou homem!
- Como você sabe?, retrucou a menina.
- Quando a enfermeira sair, eu lhe mostro.
Foi o que ocorreu. Tão logo a funcionária deixou o berçário, o bebê levantou a camisola, dizendo:
- A minha fralda é azul. A sua é cor-de-rosa!
Eram, na verdade, duas crianças inteligentíssimas, o que demonstrarei a seguir.
Formaram-se em Comércio Exterior, fizeram o Instituto Rio Branco, conseguiram subir na carreira diplomática e, hoje, ambos são embaixadores do Brasil na Europa.
Ele, em Paris.
Ela, em Londres.
Desnecessário dizer que nossa alegria é imensa, pois são relativamente jovens, tanto que os principais jornais noticiaram sua nomeação.
Aproveitando os feriados da Semana Santa, minha eterna namorada e esposa, Aparecida, e eu estamos aqui em Paris.
Nosso filho mostrou-nos o Louvre, levou-nos à Tour Eiffel, deslizou de Bateau Mouche conosco pelo Sena... um passeio maravilhoso.
Amanhã, atravessaremos o Canal da Mancha para passarmos o Sábado de Aleluia com nossa filha.
Claro que fotografamos tudo. Prometo postar as mais bonitas fotos.
Aproveito para, em meu nome e no de Aparecida, desejar-lhes uma Feliz Páscoa. Que a Paz traga sossego aos seus corações que, suponho, estão agora aos pulos, diante de revelação tão bombástica.
É a vida, mais incrível que novela!
Abraços, Ismael.
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Em tempo:
Não se esqueçam que o 1º de abril é Dia da Mentira.