Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009

A Banda dos Farrapos de Nova Era-MG

Há 26 anos, a Banda dos Farrapos alegra o sábado e a segunda-feira de Carnaval, aqui em Nova Era.

Os critérios para "tocar" na bandinha são vários, mas o principal é não saber tocar uma nota musical sequer!

Lá pelas duas da tarde, o sol rachando sobre as calçadas centenárias de Nova Era, esta é a hora em que os marmanjos colocam seus melhores piores ternos, as gravatas mais enjambradas, as botinas mais estropiadas e se ajuntam em forma unida, cada qual com o pior instrumento musical que encontraram. Põem-se a tocar - se é que se pode chamar de música aquela algaravia de sons, tão desencontrados quanto o estrondo de dois caminhões carregados de ferro-velho a chocoalhar ladeira abaixo. Percorrem as estreitas ruas, suando em bicas. Mas não faz mal, reidratam-se de quando em vez nos botecos do caminho e reabastecem-se de energia orgânica, vinda dos canaviais, é claro!

Repito o que disse outrora:
"Vale a pena ver e ouvir a Bandinha dos Farrapos: o Maestro não é obedecido, haja vista que a Bandinha dos Farrapos é a “única” em todo o planeta que marcha para trás, isto mesmo, marcha à ré, em sentido contrário aos passos do Maestro que mandou seguir à frente.
Vejam: eu sou mais privilegiado que a maioria da população pois a Bandinha, ao chegar em frente a minha residência, pára em minha homenagem e executa algumas melodias e evoluções .
Todos os anos, o Maestro, em nome da corporação, me oferece uma camisa que, ato contínuo, passo a usar. É claro que, em retribuição – sempre bem recebida pelos músicos – ofereço para todos aquele líquido geladinho que desce redondo, refrigerantes, salgados, etc. Pois ninguém é de ferro."

Neste ano, a platéia se enriqueceu com a presença ilustre dos netos belorizontinos, todos muito bem acompanhados, conforme enumero: Ana & Thiago, Ângelo & Renata e Leonardo & Júlia, além dos netinhos daqui mesmo, Nélio Henrique e Maria Eduarda (filhos do Nélio e Valdenice) e Luana e Aroldo (filhos do Bonifácio e Cida). Vieram a Sheila, o Cláudio & Amélia, Clóvis & Consolação, Ilídio & Nanci, a cunhada Zizina.

Enriqueceu-se também a banda, pois um novo músico integrou-se à corporação musical dos esfarrapados: meu filho caçula, o Bonifácio, que garbosamente tropeçou no ritmo sincopado de marchas carnavalescas nunca antes executadas na história deste país e fez juz à alegria que impera no carnaval novaerense.

Aos incrédulos que só acreditam no que vêem, taí uma amostra deste que vos fala, regendo com orgulho a famosa Banda dos Farrapos. (Vídeo captado por meu filho Cláudio):

Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008

Conselhos

Dona Leopoldina era uma senhora de seus 93 anos, elegante, bem vestida e penteada. Estava de mudança para uma casa de repouso, pois o marido com quem vivera 70 anos havia falecido e ela ficara só.

Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela deu um lindo sorriso quando a atendente veio lhe dizer que seu quarto estava pronto.

A caminho de sua nova morada, a atendente ia descrevendo o minúsculo quartinho, inclusive as cortinas de chita florida, que enfeitavam a janela.
- Ah, eu adoro essas cortinas - disse ela com entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.
- Mas a senhora ainda nem viu seu quarto...
- Nem preciso ver – respondeu a velhinha. Felicidade é algo que você decide por principio. E eu já decidi que vou adorar! È uma decisão que tomo todos os dias quando acordo.
- ?
Sabe? Eu tenho duas escolhas: Posso passar o dia inteiro na cama contando as dificuldades que tenho em certas partes do corpo que não funcionam bem ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.
Cada dia é um presente.
Enquanto meus olhos abrirem, vou focalizá-los no novo dia e também nas boas lembranças que eu guardei para essa época da vida.

A velhice é como uma conta bancária: Você só retira daquilo que você guardou.
Portanto lhe aconselho a depositar um monte de alegria e felicidade na sua Conta de Lembranças.

Nota: de minha parte já estou depositando em conta há muito tempo.
Aquele abraço.
Ismael

Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

Caboquim sabidim

O caboquim cordô cêdo,
ispriguíçô,
lavô as mão na gamela,
limpô uzói,
sinxugô,
tomô café,
pegô a inxada,
sivirô pra muié
I falô:
- Muiééé,
tô inoprotrabaio.

Quano q'êle saiu da casa,

ao invêiz dií prá roça,
ele subiu num pé di manga
I ficô iscundidim.

Ele jatava disconfiado.

De repente
pareceu um negão,
e foi inté upé di manga
I nem si percebeu
q'o caboquim tava lá inrriba.
Pegô u'a manga...

chupô,
pegôta,
I mais ôta...,
I a muié du caboquim chegô
na janela e gritô:
- Póvim,

ele já foi!
I o negão largô as manga
I sinfurnô dendacasa du caboquim.
O caboquim, danado de ráiva,

desceu da árvre,
pegô um facão
e intrô na casa.
Quandele abriu a porta

ele viu o negão chupano
as teta da muié,
intonsi levantô u facão e falô:
- Vai morrêêêêê negão!!!

E num é cunegão

puxô um 38 da cintura,
I pontô pro caboquim falano:
- Por que eu vou morrer?
E o cabuquim:

- Uai cê chupô trêis manga
e agora tá mamando leite.
Assim tu vai morrê,

manga cum leite faiz mar, uai!!!

Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008

Ontem-Hoje: de Nova Era para o Mundo!


Estou super-orgulhoso com a reportagem de hoje no Caderno de Informática da Folha de São Paulo. O motivo? Conto aqui:

Outro dia recebi uma ligação da repórter e blogueira Daniela Arrais, da Folha de São Paulo, pedindo-me uma entrevista para a reportagem que estava fazendo, acerca do uso da internet por idosos. Quem lhe deu o link do meu blog foi o Inagaki. A Daniela mandou email pro meu filho Cláudio que lhe repassou meu telefone.

Pois então. Fez-me, por email, algumas perguntas, respondi e quem quiser pode ler no link da Folha, conforme abaixo:O link vale só para assinantes. Quem não é assinante pode ler a entrevista direto na fonte, ou seja, aqui mesmo:


1ª - Quando o senhor começou a usar a Internet?
Resp. Comecei a usar Internet no ano de 2.000, época em que meu filho Ismael José que residia em Timóteo-MG, me deu de presente um computador.


2ª - Qual foi a maior supresa que teve?
Resp. A maior surpresa foi constatar que a comunicação via Internet é muito rápida, não podendo ser comparada com os Telégrafos dos Correios, onde eu, durante longos anos, 1.958 a 1.979, exercia a profissão de telegrafista, usando o Código Morse.


3ª - E a maior dificuldade?
Resp. Sei que as dificuldades foram muitas, inclusive identificar e clicar nos ícones corretos, agilidade nas digitações e adaptação à nova tecnologia. Entretanto todos os meus 9 filhos, Cláudio, Clóvis, Cléver, Ismael José, Sheila Maria, Jaques, Ilídio, Nélio e Bonifácio, e ainda o indispensável apoio de minha esposa Aparecida, me ajudaram muito a superá-las.


4ª - O que costumava fazer na Internet?
Resp. Ainda gosto, e muito, de trocar email's com meus filhos, meus netos, amigos e conversar através de MSN e Orkut. Faço navegação na Internet , inclusive pesquisas no Google e sites de notícias. Fiquei e estou muito entusiasmado com o meu Blog Ontem-Hoje no qual venho mantendo a qualidade e atualizado desde 2.004.

5ª - O que você acha que o uso da internet mudou na sua vida? O senhor se sente mais "ligado", com mais assunto com seus netos, por exemplo?
Resp. Tive um ganho excepcional na forma de escrever, aprimoramento na leitura e gramática, desenvolvimento na literatura e estilo. Realmente, a internet me deixou mais ligado com meus 9 filhos, meus netos e amigos.

Terça-feira, 4 de Novembro de 2008

De arma em punho

Certa ocasião, eu disse aqui, neste cantinho, que minha primeira profissão foi a de ”seleiro”, o que confirmo. Fabricava selas para montaria e outros artefatos de couro.

Fui, ainda, jogador de futebol, sempre no time principal: nunca joguei no cascudo, acho até que eu era bom de bola. (Aqui entre nós: a bola era minha! Outra coisa: fui um dos fundadores do time do Minas Esporte Clube, de Nova Era!).

Minha carreira rumo à seleção do Brasil foi interrompida por uma contusão não muito grave. Tive de me afastar do gramado como jogador, mas a saudade me fez voltar ao campo, dessa vez como juiz de futebol. Modéstia à parte, eu apitava muito bem!

Sempre havia uma partida para apitar, aqui em Nova Era ou em alguma cidade vizinha, como João Monlevade, São Domingos do Prata, Itabira, etc.

Certo domingo, solicitaram-me que apitasse o maior clássico de nossa cidade, entre os dois rivais: Comercial F.C. x Minas E. C., no campo do Comercial. A cidade se dividia entre os alvinegros comercialinos e os vermelhos, do Minas. Era, realmente, um clássico que mobilizava toda a população. O jogo seria no campo do Comercial. Consideravam-me, mesmo, um ótimo árbitro, pois todos sabiam que eu jogara no Minas, tendo sido um de seus fundadores. Entretanto, confiaram na minha imparcialidade.

Já estávamos no segundo tempo. Tudo ia bem, apesar do calor da disputa. “Meu time”, ou melhor, o time do Minas, perdia de 3 a 2, quando, aos 35 minutos, tive de assinalar uma penalidade máxima contra o Comercial. É claro que os jogadores do time da casa correram em minha direção, protestando contra a marcação, gesticulando e segurando a bola. E eu, ali, no meio, firme...

Foi quando o goleiro Dedé, do Comercial, colocou-se de braços abertos à frente de seus colegas, gritando:

- Foi pênalti, sim! Eu entrei no Zé Neves para quebrar mesmo! Deixem cobrar que eu garanto: vou fazer a maior defesa!

Diante da confissão do próprio colega, não houve mais protestos.

O pênalti é batido, o jogo empatado. Mais uns 10 minutos e a partida é encerrada sem outros incidentes.

Naquela época, já era noivo da Aparecida, cuja residência ficava muito próxima do estádio Israel Pinheiro, do Comercial.

À noite daquele mesmo domingo, no trajeto para sua casa, escutei vozes vindo de um canto escuro – estávamos em 1947, a luz elétrica era de péssima qualidade – até que vislumbrei uns quatro rapazes que começaram a cantar:

- “Rato, rato, rato,

por que motivo tu roeste meu baú?

Rato, rato, rato...”

Senti que era um insulto e uma provocação. Mas segui caminho.

Pois a cena se repetiu nas noites seguintes: era eu passar e a cantoria principiava:

- “Rato, rato, rato,

por que motivo tu roeste meu baú?

Rato, rato, rato...”

Voltemos à selaria, onde exercia meu ofício:

Além de arreios para montaria em animais, eu fabricava outros artigos de couro, para pronta entrega e encomendas.

Fabricava coldres (capa) para canivetes, facas, revólveres, inclusive rifles, de alguns caçadores.

Pois bem: certo dia, o meu amigo e freguês, Sebastião José Pinheiro, levou-me um revólver muito bonito, de cabo de marfim com pontinhos dourados do tamanho de uma cabeça de alfinete, para fazer uma capa, ou coldre. Antes de me entregá-lo, como medida de segurança, o Sebastião retirou as balas do tambor e as colocou em seu bolso, sem conferir. Após escolher a cor do couro, resolveu demonstrar como funcionava bem o gatilho e o cão de sua arma, tudo muito bem sincronizado - nós dois, um de frente para o outro. O Sebastião pressiona o gatilho apontando a arma em minha direção. O tambor começa a girar, o cão vai subindo, subindo... de repente, o amigo murmurou:

- Meu Deus! quase o matei, Soié. Tem uma bala no tambor!

Depositou cuidadosamente o revolver sobre a mesa, e desmontou, como que desmaiado, na cadeira que lhe ofereci.

Uma colher de água em sua boca e uma vigorosa massagem em seu pulso o reanimaram quase imediatamente.

Escolheu o couro, acertamos o preço e lhe confirmei que poderia procurar a encomenda logo mais, no fim do dia.

Lá pelas 17 horas, fui ao armarinho do David M. Guerra, grande admirador e colecionador de armas de fogo, a fim de lhe mostrar o lindo revólver. Ao entrar em seu estabelecimento, percebi, junto ao balcão, um dos “seresteiros” das últimas noites. Com calma, desfiz o embrulho, exibindo ao David a obra prima. O rapaz, lá, espiando com o rabo dos olhos. Depois de bem examinada, o David perguntou:

- Esta arma é sua? Você quer vender, Soié?

Em voz alta, respondi:

- É minha, sim, mas não está à venda.

E acrescentei:

- A partir de hoje, estarei sempre com ela na cintura, pois tem gente que está me insultando quando vou à casa da Aparecida. Qualquer hora dessas, vou disparar tiros em direção aos safados, escondidos que ficam no meio da escuridão! Até amanhã, David.

Virei-me para o moço que espiava junto ao balcão e repeti:

- Até amanhã, meu caro.

Nessa mesma tarde, entreguei o revólver e seu coldre ao Sebastião.

Continuei a visitar minha noiva, como fazia todas as noites. Já não era molestado por ninguém, muito menos pelos jovens “seresteiros”. Até hoje!


Agora, se querem saber: Nunca, jamais, em tempo algum, andei armado!...

Segunda-feira, 6 de Outubro de 2008

CARMA, MOÇO!

Domingo à tarde, lá ia Seu Ponciano, fazendeiro das bandas de Valadares, dono de um dos maiores e melhores alambiques da região.
Lá ia ele com seu caminhãozinho 1951, bem estragado, quase sem freio, levando sua cachaça para as vendas do arraial.
Saiu da estradinha de sua fazenda, entrou na BR-116 sem poder parar, justamente quando passava uma BMW-2007.
Seu Ponciano bate de cheio na traseira daquela maravilha.
O paulista, doutor Evandro, dono da BMW, sai que é uma fera pra cima do Seu Ponciano.
- Carma moço, muita carma, fica brabo à toa, não, Sô! Já, já vamo arresorvê tudim, tudim...
- Resolve nada seu *&¨%$#!)(*+#$%, esta coisa aí não paga nem os pneus da minha máquina!!!
- Carma... já dissi qui a gente resorve tudim, tudim! Sô dono de alambique ali nos arredores de Valadares, Sô! Aqui, Sô Dotô, toma uma aqui da minha fazenda... é da boa... toma qui o sinhô vai si acarmá...
O Dr. Evandro acaba aceitando e toma uma.
Gosta.
- Acarmô?
- Acalmei nada!!!
- Intão bebe ôtra qui vai carmá... Teim aqui tomém um tira-gosto qui a patroa aperparô, uma paçoca de carne socada no pilão.
E assim foi.
Depois de uma meia dúzia de doses, o Ponciano torna a perguntar:
- Agora, Dotô, já carmô?
- Sim, agora sim! Vamos resolver esta questão!
- Isso! Dotô! Intão agora nóis vamu sentá aqui i chamá a puliça pra fazê o tar di bafômetro i vê quem tá errado!

Sábado, 9 de Agosto de 2008

A ponte de Nova Era

Estou voltando ao ano de 1938, precisamente ao dia 17 de dezembro, na turbulência do “Estado Novo”, quando minha terra, São José da Lagoa, foi elevada à categoria de cidade. Recebeu, então, o nome de Presidente Vargas. Compunha-se de um só Distrito, o da sede, o qual foi instalado em 1º de janeiro de 1939, quando entrou em exercício seu primeiro prefeito, Nelson de Lima Bruzzi, nomeado em 31/12/38.

- Porque Presidente Vargas?
Na época, o gaúcho Getúlio Dorneles Vargas era o Presidente do Brasil e, para homenageá-lo, o novo município recebeu seu nome.
Mais tarde, com a criação do pólo industrial do Vale do Aço, composto pelas cidades de Ipatinga (Usiminas), Itabira (Cia. Vale do Rio Doce), João Monlevade (Cia. Siderúrgica Belgo Mineira) e Timóteo (Acesita), nossa pequena cidade prosperou muito, pois está geograficamente situada entre os quatro polos acima, na Zona Metalúrgica, dentro do que se denomina quadrilátero ferrífero, de futuro promissor. Cresceu e evoluiu bastante, a ponto de se tornar uma das mais prósperas do vale do Rio Piracicaba e, em pouco tempo, foi elevada a categoria de Comarca.

O então governador de Minas. Dr. Benedito Valadares, ainda para homenagear Getulio Vargas, novamente por decreto, com data de 13 de junho de 1942, transferiu o nome de Presidente Vargas para Itabira, que passou a ter o nome Presidente Vargas.
Assim, a antiga São José da Lagoa, depois Presidente Vargas, passou a ser a Nova Era de hoje.
No entanto, a população de Itabira protestou, pois a tradição de um nome centenário fora quebrada e, em movimentos populares e políticos, em pouco tempo, recuperou o nome Itabira.

O nome Nova Era foi bem recebido pelos habitantes daqui, enquanto o município a cada dia mais e mais se destacava no cenário social e político da região.
A rodovia BR-381 trouxe-nos uma ”nova era” de progresso, através do escoamento e recebimento de produtos básicos.

A PONTE DOS ARCOS


A ponte dos arcos, construída no governo de Benedito Valadares, é cartão postal de Nova Era. É muito bonita em seus quase 100 metros de extensão. Já foi pintada de branco para contrastar com a vegetação abundante, o casario e as águas do Rio Piracicaba, barrentas na época de chuvas. Atualmente, está mais colorida, como se observa na foto.
Para sua inauguração foram convidadas pelo prefeito Nelson de Lima Bruzzi as seguintes autoridades:

O Presidente da República, Getulio Dorneles Vargas e seus ministros, além do Governador do Estado, Benedito Valadares e seus secretários. Diversas cidades de Minas e de outros estados enviaram delegações representativas. Foram dois dias de solenidades, com a presença das autoridades citadas. Importante: Eu participei ativamente dos festejos, pois era músico da banda Euterpe Lagoana, na qual tocava clarineta!


Somente um pequeno trecho da rua principal tinha calçamento e, como todos os convidados viriam de carro, o nosso prefeito determinou que todas as ruas por onde as autoridades deveriam passar fossem cobertas com uma camada bem espessa de areia, para que os carros não balançassem. Milhares de metros cúbicos de areia foram espalhados e os carros rodavam suavemente.
Em várias oportunidades, Nova Era recebeu a visita oficial de outros governantes como Juscelino Kubitschek, Bias Fortes, Milton Campos, Francelino Pereira, Eurico Gaspar Dutra e outros